12/04/2010

Olhar com o coração, abraçar com as palavras...

Oração da Manhã preparada pelo Departamento de Pastoral

O Departamento de Pastoral propõe que esta semana se reze com as respostas que Madre Teresa de Calcutá deu numa entrevista.
DIA 12 DE ABRIL
Qual o dia mais belo? Hoje
Qual a coisa mais fácil? Errar
Qual o maior obstáculo? O medo

Senhor, neste tempo pascal, ajuda-nos a descobrir a beleza em cada dia e em cada pessoa; a reconhecer os nossos erros e a ter coragem para vencer os nossos medos.

DIA 13 DE ABRIL
Madre Teresa de Calcutá, respondeu às seguintes questões assim…
Qual é a raiz de todos os males? O egoísmo
Qual a distracção mais bela? O trabalho
Qual a pior derrota? O desânimo

Senhor, neste tempo pascal, ajuda-nos a não pensar só em nós e a saber partilhar. A tirar prazer do estudo e de todo o trabalho que realizamos, a acreditar em nós próprios e a não desistir facilmente.

DIA 14 DE ABRIL
Madre Teresa de Calcutá, respondeu às seguintes questões assim…
O que traz felicidade? Ser útil aos outros
Qual o pior defeito? O mau humor
Qual a pessoa mais perigosa? A mentirosa

Senhor, neste tempo pascal, faz-nos ver que na ajuda aos outros está a nossa própria felicidade. Ajuda-nos a ter a coragem de sair da nossa zona de conforto, a sermos delicados e simpáticos para todos os que encontramos e a evitar a mentira – fonte de todos os perigos.

DIA 15 DE ABRIL
Madre Teresa de Calcutá, respondeu às seguintes questões assim…
Qual o pior sentimento? O rancor
Qual o presente mais belo? O perdão
Qual a rota mais rápida? O caminho certo

Senhor, neste tempo pascal, ajuda-nos a não sermos capazes de sentir rancor. Este mina as relações e adoece o nosso coração. Torna-nos dóceis de espírito para que o perdão aconteça na nossa vida e nos liberte. Ajuda-nos a perceber que a rota mais rápida é mesmo o caminho certo, mesmo que por vezes tudo à nossa volta diga o contrário.

DIA 16 DE ABRIL
Madre Teresa de Calcutá, respondeu às seguintes questões assim…
A maior protecção: o sorriso
O maior remédio: o optimismo
A força mais potente do mundo: a fé
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!

Senhor, neste tempo pascal, faz-nos ver a protecção e as portas, que se abrem à nossa frente, quando somos capazes de um sorriso. Concede-nos o dom da fé e um coração grande para amar.

03/04/2010

Feliz e Santa Páscoa...

"Durante a Quaresma, a Igreja lembra-nos que a nossa vida é um caminho rumo à Páscoa, ocasião em que Jesus, com a sua morte e ressurreição, nos introduz na verdadeira Vida, preparando-nos para o encontro com Deus.Continuemos a dar a vida em casa, como Ele deu na cruz; ser a esperança e a felicidade, como Ele é ressuscitado... sermos nada para Ele ser tudo."

Noite de Adoração - 5ª Feira Santa - As Virtudes Teologais

Temática: Fé

Cântico: “O Senhor é a minha força”

“Quantas vezes não sentimos a necessidade de uma ajuda? Mas, ao mesmo tempo, percebemos que a nossa situação não pode ser resolvida só por meios humanos! É então que, sem nos darmos conta, nos dirigimos a Alguém que sabe tornar possíveis até as coisas impossíveis. Esse Alguém tem um nome: é Jesus. Ele disse: «Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível». É evidente que a expressão "mudar as montanhas" não deve ser tomada à letra. Jesus não prometeu aos discípulos o poder de realizar milagres espectaculares, para impressionar as multidões. De facto, se formos procurar em toda a história da Igreja, não vamos encontrar – que eu saiba – nenhum santo que tenha deslocado montanhas com a fé. "Mudar as montanhas" é uma hipérbole, uma maneira de falar propositadamente exagerada, para inculcar no espírito dos discípulos a ideia de que nada é impossível à fé. De facto, todos os milagres que Jesus realizou – directamente, ou através dos seus discípulos – fê-los sempre em função do Reino de Deus, do Evangelho, ou da salvação dos homens. Deslocar uma montanha não serviria para este objectivo. A comparação com o "grão de mostarda" indica que Jesus não nos pede uma fé maior ou mais pequena. Pede-nos, sim, uma fé autêntica. E aquilo que caracteriza uma fé autêntica é o facto de nos apoiarmos unicamente em Deus e não nas nossas capacidades pessoais. Se nos surgir uma dúvida ou uma hesitação na fé, isso significa que a nossa confiança em Deus não é ainda completa: temos uma fé muito fraca e pouco eficaz, que ainda se apoia nas nossas forças e na lógica humana. Pelo contrário, quem confia inteiramente em Deus, deixa que seja Ele mesmo a agir e... a Deus nada é impossível. A fé que Jesus quer dos discípulos é precisamente aquela atitude cheia de confiança que permite que o próprio Deus manifeste o Seu poder. E esta fé, que consequentemente desloca montanhas, não está reservada só a pessoas excepcionais. É acessível a qualquer crente e é um dever para todos nós.”
In “Essere la Tua Parola”, Chiara Lubich

Silêncio

Cântico: “Bonum est confidere”

Carta de São Paulo aos Filipenses
…"Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: Ele tinha a condição divina, mas não Se apegou à sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-Se de Si mesmo, assumindo a condição de servo tornando-Se semelhante aos homens. Assim, apresentando-Se como simples homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso, Deus O exaltou grandemente, e Lhe deu o nome que está acima de qualquer outro nome para que, ao Nome de Jesus Cristo se dobre todo o joelho no Céu, na Terra e sob a Terra e todas as línguas confessem que Jesus Cristo é o Senhor, para Glória de Deus Pai.”
Fil 2, 5-11)

Silêncio

Preces

«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».

- Senhor por vezes peco por não ter fé. Por todos aqueles que sofrem com falta de fé, para que com ela possam acreditar e sentirem-se cada vez mais fortes. Ajuda-nos senhor a ter mais confiança e fé em Ti e na Tua Palavra.
Cristo Pedra Espiritual ajuda-nos.

- “Senhor que eu possa ver”(Mc 10,51)
O bem que muitas vezes podia fazer e não faço. Perdoa-me Senhor ajuda-me a ter mais fé em Vós. Ajuda-me a ser melhor para os que precisam de mim. Faz com que eu te veja Senhor.
Cristo fonte da fé ajuda-nos.

- “Darei a minha vida por Ti”(Jo 13,37)
Senhor há tanta gente indiferente e eu muitas vezes estou incluído. Sinto vergonha de olhar para Vós. Onde estão os meus propósitos para convosco? Senhor que eu seja capaz de dar a vida por Vós.”
Cristo Rocha Firme da fé ajuda-nos.

-“Ide e ensinai todos os povos” (Mt 28,19)
Eu sei Senhor que me amas todos os dias, apesar das minhas fraquezas. Chamo-me Cristão. Será que mereço? Quantas pessoas ainda não Te conhecem? Quantas pessoas precisam de mim? Senhor que eu saiba ensinar os Teus caminhos e a Tua palavra.
Cristo Jesus mensageiro da fé ajuda-nos.

-"Alegrai-vos comigo porque encontrei a ovelha que estava perdida”(Lc 5-6)
Foi para os pecadores Senhor que Tu vieste. Eu também sou um deles. Entristeço-me ao olhar para a minha indiferença, mas alegro-me porque Vós encontraste-me e eu estava perdido.
Cristo consomador da fé ajuda-nos sempre a reconhecer o Teu Amor.

-“Ela começou a chorar e a ganhar-lhe os pés com as suas lágrimas”(Lc 7,38)
Senhor eu nunca Te soube amar verdadeiramente! Choro no meu silêncio. Maria Madalena ao derramar as suas lágrimas sentidas, vindas de seu interior sobre os vossos pés cativou-Vos. Obteve o Vosso perdão e encontrou a paz que jamais tinha conhecido.
Cristo Jesus autor da fé ajuda-me também a encontrar a paz em Vós.

Cântico: “Ninguém te ama como eu”

Senhor Jesus, Tu disseste-nos: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível."
Ajuda-nos a ter uma fé autêntica, humilde, que tudo crê, tudo espera, em Ti. Porque a Deus nada é impossível.
Muitas vezes somos como os discípulos, assustados com as tempestades da vida, com medo de nos afundarmos na nossa frágil barca. Mas mais uma vez Tu nos interpelas:"Porque sois tão medrosos?".
Porque ainda não nos conseguimos abandonar-nos de nós por Ti. Por isso cada dia mais é um desafio, até que Tu sejas tudo em nós.
Queremos, Senhor Jesus, comprometermo-nos Contigo, com o Teu Reino, e ao celebrarmos esta Páscoa, passar da incredulidade à fé, da dúvida à certeza do Teu amor.

Compromissos

“Ousa Crer”
Sentimos frequentemente, tanto no nosso trabalho na paróquia como fora dele, que precisamos de ajuda… É então que paramos e percebemos que só Tu nos podes ouvir, só Tu nos podes ajudar, porque a Ti nada é impossível.
Sabemos Senhor, que a nossa fé nem sempre reflecte a confiança que temos em Ti e não permitimos, por vezes, que ajas em nós.
Nós, membros do grupo de jovens “Ousa Crer”, comprometemo-nos a ter uma fé mais autêntica, de modo a que nos apoiemos unicamente em Ti e não nas nossas humildes capacidades pessoais, pois só assim é possível despojarmo-nos de nós próprios e ficarmos mais atentos aos irmãos que nos rodeiam.

“Novo grupo da Mina”
Senhor, após esta reconciliação queremos entrar plenamente na Vossa Ressurreição. Somos um grupo ainda muito jovem, com um longo caminho de fé a percorrer e neste caminho comprometemo-nos a orar mais a amar-Vos mais e espalhar a Vossa palavra com plena convicção. Nesta Páscoa comprometemo-nos a participar mais e melhor nas nossas reuniões para que possamos sentir melhor a Vossa presença em nós e no nosso grupo. Cristo pedra angular da fé ajuda-nos.
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Temática: Esperança - Grupo de Jovens Stª Filomena e Pulsar

“Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor. Isto vale já no âmbito deste mundo. Quando alguém experimenta na sua vida um grande amor, conhece um momento de «redenção» que dá um sentido novo à sua vida. Mas, rapidamente se dará conta também de que o amor que lhe foi dado não resolve, por si só, o problema da sua vida. É um amor que permanece frágil. Pode ser destruído pela morte. O ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: «Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Rom 8,38-39). Se existe este amor absoluto com a sua certeza absoluta, então – e somente então – o homem está «redimido», independentemente do que lhe possa acontecer naquela circunstância. É isto o que se entende, quando afirmamos: Jesus Cristo «redimiu-nos». Através d'Ele tornamo-nos seguros de Deus – de um Deus que não constitui uma remota «causa primeira» do mundo, porque o seu Filho unigénito fez-Se homem e d'Ele pode cada um dizer: «Vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim» (Gal 2,20). Neste sentido, é verdade que quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida (cf. Ef 2,12). A verdadeira e grande esperança do homem, que resiste apesar de todas as desilusões, só pode ser Deus – o Deus que nos amou, e ama ainda agora «até ao fim», «até à plena consumação» (cf. Jo 13,1 e 19,30). Quem é atingido pelo amor começa a intuir em que consistiria propriamente a «vida». Começa a intuir o significado da palavra de esperança que encontramos no rito do Baptismo: da fé espero a «vida eterna» – a vida verdadeira que, inteiramente e sem ameaças, em toda a sua plenitude é simplesmente vida. Jesus, que disse de Si mesmo ter vindo ao mundo para que tenhamos a vida e a tenhamos em plenitude, em abundância (cf. Jo 10,10), também nos explicou o que significa «vida»: «A vida eterna consiste nisto: Que Te conheçam a Ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste» (Jo 17,3). A vida, no verdadeiro sentido, não a possui cada um em si próprio sozinho, nem mesmo por si só: aquela é uma relação. E a vida na sua totalidade é relação com Aquele que é a fonte da vida. Se estivermos em relação com Aquele que não morre, que é a própria Vida e o próprio Amor, então estamos na vida. Então «vivemos».”
In “Salvos na Esperança – Carta Encíclica”, Bento XVI
Texto 2 - Fil 2, 5-11
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Temática: Caridade - Grupo Novo da Matriz e Pedacinho de Deus
“No seu Evangelho, numa fulgurante intuição, São João exprime quem é Deus em três palavras: «Deus é amor.» Basta compreendermos estas três palavras para podermos ir longe, muito longe. O que nos cativa nestas palavras? É encontrar nelas esta certeza luminosa: Deus não enviou Cristo à terra para condenar quem quer que seja, mas para que todo o ser humano se saiba amado e possa encontrar um caminho de comunhão com Deus. Mas por que razão há pessoas que o amor deslumbra, que se sabem amadas, realizadas? Por que razão há outras que julgam ser desprezadas? Se cada um de nós compreendesse: Deus acompanha-nos mesmo na nossa solidão mais insondável. Ele diz a cada um de nós: «És precioso aos meus olhos, eu estimo-te e amo-te.» Sim, Deus só pode dar o seu amor, aí se encontra todo o Evangelho. O que Deus nos pede e nos oferece é que recebamos a sua infinita misericórdia. Que Deus nos ama é uma realidade por vezes pouco acessível. Mas quando descobrimos que o seu amor é antes de tudo perdão, o nosso coração encontra sossego e acaba por transformar-se. Eis que nos tornamos capazes de confiar a Deus o que perturba o nosso coração: encontramos então uma fonte onde buscar nova vitalidade. Estaremos bem conscientes? Deus confia tanto em nós que dirige a cada um de nós um chamamento. O que é esse chamamento? É o convite a amar como ele nos ama. E não há amor mais profundo do que ir até ao dom de si próprio, por Deus e pelos outros.

Quem vive de Deus escolhe amar. E um coração decidido a amar pode irradiar uma bondade sem limites. Para quem procura amar com confiança, a vida enche-se de uma beleza serena. Quem procura amar e dizê-lo através da sua vida é levado a interrogar-se sobre uma das questões mais prementes: como aliviar as penas e o tormento daqueles que estão próximo ou longe? Mas o que é amar? Será partilhar o sofrimento dos mais maltratados? Sim. Será ter uma bondade infinita de coração e esquecer-se de si próprio por causa dos outros, de forma desinteressada? Sim, certamente. E ainda: o que é amar? Amar é perdoar, viver reconciliados. E a reconciliação é sempre uma Primavera da alma.”
Irmão Roger de Taizé
Texto 2 - Jo 15, 9-17
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Final: Construção de um símbolo que represente as Virtudes Teologais e, no fundo, toda a oração juvenil da noite - Escuteiros