11/01/2007

Feliz 2007...

A coordenação do CJM não poderia de deixar aqui os votos de um ano 2007 muito feliz, deixando-vos aqui 2 textos para reflexão, que reflectem os momentos que atravessamos neste início de ano e sobre os quais devemos derramar as nossas orações, para que Ele nos guie mais uma vez:

"Todo o peso de tribulações e sofrimentos da humanidade está condensado no mistério de um Deus que, assumindo a nossa natureza humana, se anulou até se fazer "pecado em nosso favor". Do paradoxo da Cruz surge a resposta às nossas interrogações mais inquietantes. Cristo sofre por nós: Ele assume sobre si os sofrimentos de todos e redime-os. Cristo sofre connosco, dando-nos a possibilidade de partilhar com Ele os nossos sofrimentos. Juntamente com o de Cristo, o sofrimento humano torna-se meio de salvação. O sofrimento, aceite com fé, torna-se a porta para entrar no mistério do sofrimento redentor do Senhor. Um sofrimento que já não priva da paz e da felicidade, porque é iluminado pelo esplendor da ressurreição. "

João Paulo II

"Uma das fragilidades da nossa cultura contemporânea é o conceito de felicidade fácil que gerou, contentando-se com alegrias momentâneas e efémeras, que nem sequer são, tantas vezes, a semente da verdadeira e definitiva felicidade. Esquecemo-nos que a felicidade é um caminho longo, que supõe a purificação, a coragem de abraçar as exigências e o sofrimento. A quantos desejam rapidamente e sem sofrimento fazer a festa da vida, o Evangelho deixa a mesma pergunta: “podeis beber o cálice que Eu vou beber?. Quem recusar o sofrimento e a exigência da fidelidade, a que o Evangelho chama obediência, nunca experimentará a festa da Páscoa. A alegria cristã está ligada à fidelidade generosa e corajosa. Ser fiel é tocar, num momento, a beleza da vida e nunca mais desistir dela, custe o que custar, dure o que durar. É assim no amor, é assim na vocação que escolhemos, é assim na determinação de encontrar a alegria da vida no dom generoso dessa mesma vida, para que os outros possam festejá-la connosco. " A conversão é a experiência cristã, onde a festa e o drama se encontram mais profundamente. A parábola do Filho Pródigo (cf. Lc. 15,11-32) mostra-o bem. O filho pródigo começa na festa da vida, vivendo-a ao sabor dos apetites, passa pelo drama da degradação e pela luta interior, que lhe dará coragem de regressar, e acaba na festa da reconciliação com o Pai. Converter-se pode ter a densidade de um drama. Há opções a tomar, dúvidas a esclarecer, obstáculos a vencer, bens efémeros a deixar cair. É como “nascer de novo”, o que tem a ousadia da esperança e a exigência da confiança. Converter-se pode significar rasgar o coração, para que nasça um coração novo. Mas a alegria que brota dessa mudança, dessa coragem de “nascer de novo” é das mais jubilosas e libertadoras que pode sentir o coração humano. Em cada conversão revive-se a Páscoa de Cristo, no drama da Paixão e na alegria da Ressurreição. A alegria cristã é profunda, e purificada na dor. Acreditar em Jesus Cristo e segui-l’O, significa sempre aceitar que Ele nos mude a vida."

† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

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